
A alguns meses atrás fomos chamados por um obreiro, um senhor de relativa idade, umas décadas de fé, até fiquei preocupado com suas palavras, me dizia ele que iniciara uma campanha de oração, um culto no lar em favor de sua sogra com oitenta e tantos anos.
Ela era crente há mais de 25 anos, porem nos últimos meses apresentava um quadro agudo de depressão, lembrava de pecados de seus 25, 30 anos e não conseguia se sentir perdoada por Deus.
Não ia mais na igreja, não tinha ânimo de cozinhar, limpar a casa, ele optou por trazê-la passar uns dias na sua casa, mas já fazia meses e só piorava.
Me senti honrado quando o obreiro ancião disse que sentiu de Deus que fôssemos no seu culto doméstico conversar com sua sogra e orar por ela.
Junto com o sentimento de satisfação pela consideração do obreiro amigo, sentimos a responsabilidade de falar com uma senhora com tanta idade assim, sabemos que após os 40 anos é cientificamente comprovado que o ser humano tem dificuldades de alterar suas opiniões, que dirá com quase 90?
Não fizemos pregação naquele culto doméstico, lemos uma palavra, contamos um conto (a fábula do menino que matou o galo da avó), houve identificação dela com a história, abordamos na conclusão a sua situação, afirmamos a condição sobrenatural, o poder da oração e atestamos para aquela senhora com todos os cabelos branquinhos, que iriamos orar e aquilo ia parar.
Oramos, como em todas nossas orações, foram apenas palavras, (o poder reside a pessoa que direcionamos a oração, Jesus), fomos embora, a Senhora foi dormir e teve uma experiência espiritual materializada, e a partir desta ocasião, não teve mais depressão, passou a limpar a casa da filha, fez até um almoço e nos convidou, (não pudemos ir infelizmente).
Voltou para sua cidade, sua casa e graças a Deus até hoje vive sua vida como antes, sem culpa, servindo a Deus, esperando a vinda de Jesus.